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Inteligência Facial: o poder da comunicação

inteligência facial

A Inteligência Facial (IF) é um termo em ascensão nos debates de nosso mundo moderno. Junto a tecnologias e a estudos na área de psicologia, a Inteligência Facial explica nossas emoções por meio de nossas micro expressões.

A Inteligência Facial desempenha um papel social comunicativo, e motivacional, através da imitação de experiências positivas e da inibição de experiências negativas.

Em relação à consultoria de imagem, a Inteligência Facial tem grande importância, uma vez que a imagem pessoal e profissional relaciona-se com o nosso comportamento, ou seja, como nos expressamos e/ou gesticulamos.

Conforme Management Institute of Tecnology (EUA – Revista Venda Mais – Dez 2001), a visão (aparência) corresponde a 25% no primeiro impacto. O tom de voz a 18%. A adequação das palavras a 14%. E a linguagem corporal a 10%. Logo, o primeiro contato que nós temos com outras pessoas é o mais importante, já que demonstrará o seu comportamento e transferirá a sua imagem.

Dessa maneira, a visão, o tom de voz, a adequação das palavras e a linguagem corporal são influenciadas pelas nossas emoções. Quando estamos com raiva ou chateadas, é notória a nossa expressão facial, da mesma forma quando estamos alegres. Por isso, a Inteligência Facial é um tema muito importante, complexo, porém necessário a ser discutido.

O que é Inteligência Facial?

A Inteligência Facial é uma forma de inteligência que envolve a capacidade de monitorarmos os nossos próprios movimentos faciais, bem como os dos outros, estabelecer as diferenças entre eles, e utilizar essa informação para “orientar” os nossos pensamentos, emoções e ações.

Parece algo muito complexo, mas pode ser mais simples do que se imagina. A Inteligência Facial, nada mais é do que a capacidade que temos em perceber nossas expressões faciais. Possibilitando também saber a expressão facial de outras pessoas, entender as emoções produzidas por elas e, assim, gerenciar o campo emocional gerado. Em outras palavras, é saber ler a si mesmo e o outro, com isso, possibilitar uma harmonia entre as emoções.

Desenvolvendo a Inteligência Facial é possível além de ler as emoções estampadas na face, mesmo que com tentativas de camuflagem, utilizar-se de técnicas de Comunicação Não Violenta, uma comunicação com empatia.

Camuflagem das emoções

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Créditos: Unsplash

Atire a primeira pedra quem nunca deu um sorrisinho só por educação, enquanto por dentro estava gritando de raiva. Todos nós constantemente passamos por isso, por questão de respeito e empatia. Afinal, se falássemos tudo o que pensamos, nós perderíamos o contato de muitas pessoas próximas, não é mesmo?

Algumas pessoas sorriem quando estão com raiva ou chateadas, mascaram seus verdadeiros sentimentos, e muitas expressões não têm muita relação com sentimentos internos, acabando por refletir convenções culturais ou de conversação. Inclusive sabemos que as pessoas podem mentir sem mostrar sinais óbvios disso, enquanto outras são perceptíveis pela expressão.

As pessoas costumam expressar o oposto do que sentem para se ater às convenções ou para enganar completamente alguém.

A Inteligência Facial e as emoções

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Créditos: Unsplash

Desde Darwin, com a sua perspectiva evolucionista, a teoria psicanalítica de Freud, a teoria psicomorfológica de Willian James, e da teoria neurológica de Walter Cannon, a Inteligência Facial tem ai a sua sustentação, não obstante os contributos dos teóricos do cognitivismo.

Segundo Darwin, as emoções selecionaram os indivíduos naturalmente. As teorias psicoevolucionistas propõem que os estados emocionais existem hoje como reflexo da evolução das espécies, ou seja, como respostas adaptativas a situações que ocorrem no meio.

Portanto, a Inteligência Facial, associada aos mecanismos de sobrevivência, foi usada, há milhões de anos, por meio dos sentidos naturais. Dessa maneira, a Inteligência Facial não é algo novo, no entanto, é um conceito novo cunhado pelo Dr. Freitas Magalhães.

Dessa forma, a emoção provoca alterações fisiológicas que nos preparam para a ação e sofreram, ao longo dos anos, a evolução aos níveis adaptativos e expressivos.

Por mais que a emoção seja uma reação curta, ela pode estar na base da formação de sentimentos ou outras condutas. Assim, a emoção é uma reação neuropsicofisiológica a estímulos que medem as situações de risco e de satisfação.

As emoções podem ser explicadas por Robert Plutchick (1927-2006), que catalogou oito emoções básicas: medo, ira, alegria, tristeza, dor, nojo, desprezo e surpresa. Segundo Robert, nessas emoções há um estimulo próprio, há a resposta cognitiva, a condução associada, e a função adequada.

Inteligência Facial e Inteligência Emocional

Decodificar o significado das expressões faciais é um caminho importante da comunicação humana e tem sido amplamente estudado como uma questão básica da Inteligência Emocional.

Por isso, não há possibilidade de desvincular estas duas ciências, uma vez que o exercício da Inteligência Facial aumenta a Inteligência Emocional e vice-versa. Ou seja, não há como você se expressar sem sentir.

Como já mencionado, a Inteligência Facial relaciona-se com a expressão facial, que, resumidamente, é um conjunto de impulsos nervosos que permite a expressão de acordo com o contexto em que se vive e o momento, além de gênero, idade e cultura. Portanto, a Inteligência Facial é uma teoria neurocultural.

Bem como a Inteligência Emocional, que é dependente da cultura também em diversas situações, seja falando ou gesticulando. A gesticulação é considerada um componente importante da expressão emocional, pois se trata de uma manifestação muito dependente da cultura em que o indivíduo está inserido.

Por esse motivo, os gestos são entendidos como gírias visuais, que servem para expressar estados emocionais, mas que são aprendidos, e não inatos, normalmente servindo para enfatizar o que está sendo comunicado.

Diferença entre emoções e sentimentos

O senso comum até hoje dita que as expressões emocionais têm origem em algum evento interno, ou seja, nós sentimos alguma coisa e então expressamos uma emoção. A ordem desses fatores, porém, pode não ser exatamente essa.

O sentimento é a consciência da emoção. Ou seja, a emoção vê-se no corpo, o sentimento sente-se na mente. As emoções implicam uma resposta corpórea e acompanha a ideia da sua função. Portanto, como defendida Espinosa no século XVII, os sentimentos e as emoções refletem muito do que é o indivíduo.

Tendo em vista todo o estudo sobre a Inteligência Facial, é perceptível que a expressão facial é extremamente importante para a comunicação e, por consequência, para a imagem pessoal também. Por isso, compreenda suas micro expressões faciais e leia os sinais para se comunicar harmoniosamente com o mundo interno e externo.

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